9 Pilares da prevenção de infeções para instalações não relacionadas com saúde

6 corner stones blog hero banner 6 corner stones blog hero banner
Dr. Claire Khosravi PHD
EU IP & PC Application and Technical Team Lead Diversey Europe
Jan 19, 2021

Um surto pode ocorrer a qualquer momento e raramente é esperado. No entanto, há diversas medidas que as instalações podem adotar de forma a planear com antecedência a resposta adequada. Estar preparado antecipadamente irá dar-lhe a certeza de que, num momento crítico, a sua empresa será capaz de responder de forma rápida e eficaz. As situações irão variar em função das circunstâncias específicas verificadas mas, no entanto, os programas de prevenção de infeções são baseados num conjunto básico e transversal de tarefas, construídos para abranger a maioria dos casos que podem surgir, tais como:

 

1. Preparação/Avaliação de Risco: os melhores programas de prevenção de infeção são desenvolvidos antes de uma crise. É fundamental formar uma equipa que se reúna regularmente e que tenha autonomia para tomar decisões. Esta equipa deverá ser capaz de identificar possíveis lacunas na resposta da empresa a desafios específicos, como é o caso de um surto de influenza, ébola ou MERS. A título de exemplo, com o surgimento da Covid-19, a Diversey criou uma base de dados de conhecimento abrangente que contém informações úteis que as instalações podem usar para preparar e implementar medidas preventivas e programas de higiene reforçados. Depois de concluir a avaliação de risco, a equipa deve fazer recomendações à organização. Isso pode incluir, por exemplo, adicionar mais pontos de lavagem das mãos ou adquirir maior capacidade de armazenamento para material de prevenção de infeção que possa ser necessário. Mudanças como estas levam tempo, por isso é sempre melhor planear bem antes de qualquer possível surto. As recomendações da equipa também podem incluir a garantia de que haverá stock suficiente de produtos como desinfetantes, toalhetes impregnados desinfetantes, produtos de higiene das mãos, lenços faciais, papel higiénico e recipientes do lixo extra para usar durante um surto.
 

2. Vacinação: Proporcionar aos colaboradores a possibilidade de serem vacinados, ajuda a proteger os colaboradores e a prevenir a transmissão de microrganismos aos clientes.
 

3. Materiais de comunicação: A colocação de materiais de comunicação em locais de grande visibilidade é essencial para que os seus clientes adotem certos comportamentos, como é o caso de lavar as mãos ou de usar desinfetantes para as mãos, caso não haja água e sabão disponível. Mensagens com um grafismo apelativo irão ajudar a empresa a manter altos níveis de conformidade, inspirar confiança e aumentar a sua reputação.
 

4. Garantia de stock: se ocorrer um surto, a instalação deverá ser capaz de responder muito mais rapidamente se souber com antecedência quais os produtos necessários e os respetivos prazos de entrega. Os materiais a serem considerados incluem produtos de limpeza, desinfetantes, produtos de higiene das mãos, lenços descartáveis, toalhas de papel, sacos de lixo e recipientes, papel higiénico, água mineral, luvas, aventais, máscaras, entre outros. A planificação deve incluir não só os materiais necessários, mas também quantidades e previsão de reposição. Também pode ser útil planear a recolha extra de lixo para lidar com volumes maiores.
 

5. Higiene das mãos: a higienização frequente das mãos é a maneira mais simples e económica de prevenir a disseminação de microrganismos. Estudos em ambientes de saúde demonstram que a existência de acesso à higiene das mãos é a melhor garantia de que as pessoas a farão com frequência. Lavar com água e um sabonete desinfetante com eficácia comprovada é uma forma de prevenir a contaminação e pode ser complementada com o recurso a desinfetantes de mãos como é o caso de soluções à base de álcool ou à base de ácido láctico. É fundamental garantir que a solução usada cumpre as normas de eficácia microbiológica e está registada nas autoridades locais competentes. Por exemplo, o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, é um vírus envelopado. Os produtos de higiene das mãos que cumpram com a norma internacional EN 14476 virucida (eficácia virucida total ou eficácia contra vírus envelopados) são eficazes contra o SARS-CoV-2.
 

6. Produtos de limpeza/Desinfetantes de superfícies: as mãos limpas não ajudarão a impedir a propagação de infeções se tocarem numa superfície suja ou contaminada. Portanto, é fundamental limpar as superfícies regularmente usando produtos desinfetantes e utensílios adequados como parte da rotina diária estabelecida (por exemplo: panos, pulverizadores, etc.). No caso de um surto, pode ser necessário trocar de produtos ou aumentar a frequência de limpeza. Os desinfetantes que atendem aos requisitos da EN 14476, como vimos anteriormente, são eficazes contra vírus envelopado como o SARS-CoV-2.
 

7. Práticas, padrões e horários de limpeza

Todas as instalações devem ter práticas de limpeza que devem especificar:

 

  • Produtos e Equipamento necessário;
  • Métodos de limpeza a serem usados. Superfícies ou equipamentos a serem limpos/desinfetados;
  • Aumento de frequência ou alterações na metodologia de limpeza no caso de um surto;
  • Listas de verificação e outras ferramentas de gestão de trabalho preparadas com antecedência para introduzir uma limpeza reforçada, se necessário. O objetivo é garantir que não haja dúvidas sobre o que fazer - apenas quando começar.

    A limpeza deve incluir recomendações como:
     
  • Manter um fluxo constante num determinado espaço para evitar a contaminação das superfícies limpas;
  • Realizar a higiene das mãos antes e depois de limpar cada área ou espaço;
  • Usar EPI para proteger a equipa dos produtos em uso ​​(se apropriado) e de quaisquer potenciais microrganismos no ambiente;
  • Quando possível, limpar de cima para baixo e do seco ao molhado, assim como limpar do menos sujo ao mais sujo. Desta forma, minimiza o risco de contaminação de superfícies previamente limpas.
     

8. Equipamento de proteção individual: os trabalhadores podem precisar de luvas, aventais, máscaras e proteção para os olhos, dependendo dos microrganismos em questão. Tal como acontece com outras partes do plano da instalação, qualquer EPI necessário deve ser definido com antecedência para que não haja dúvidas ou atrasos quando este for necessário. A equipa precisará de formação sobre como usar o EPI, incluindo a maneira correta de o colocar e retirar. A equipa também deve ter em consideração que a higiene eficaz das mãos é necessária antes e depois de usar o EPI.

 

9. Monitorização de conformidade: As instalações devem ter programas bem elaborados para monitorizar a higiene das mãos, a limpeza de superfícies e a conformidade com o uso de EPI. Isto significa que eles são capazes de se responsabilizar não apenas por ter as políticas corretas, mas também por implementá-las. A monitorização da conformidade garantirá que a equipa atue conforme o esperado para se proteger e proteger as pessoas ao seu redor.

 

A Diversey criou uma base de dados de conhecimento abrangente chamada “Guia para uma limpeza e desinfecção reforçada durante e pós-COVID-19”. Esta extensa base de dados inclui informações sobre o vírus e os processos e produtos que são eficazes contra o mesmo.O objetivo é ajudar as empresas a planear as suas operações de limpeza, criando ambientes mais seguros, limpos e saudáveis ​​à medida que continuam com as suas operações ou reabrem após o confinamento.